A melhor reflexão do filme Um divã para dois

Ás vezes é assim: um filme rende muitos olhares diferentes direcionados à ele. Assim vamos convidando nossas particularidades à movimentarem-se de acordo com aquilo que, em nós, faz sentido.

Assistir qualquer filme que tenha Meryl Streep no elenco, para mim faz total sentido. Sou fã mesmo. Um divã para dois já surpreende desde o início quando lemos o nome de Tommy Lee Jones no elenco, em um filme tranquilo e romântico sem que ele esteja enlouquecido correndo atrás de nenhum fugitivo. Meryl Streep e Tommy Lee Jones são Kay e Arnold, um casal que, após trinta anos de casados sentem falta de romantismo na relação. Kay resolve tentar melhorar a situação quando tenta levar Arnold para um atendimento psicológico. Aí o filme se desenrola. E a gente vai refletindo sobre aquilo que nos chama a atenção. Sobre a nossa postura diante daquilo que nos frustra ou nos entedia. Das nossas atitudes diante daquilo que merece pelo menos nosso empenho. Ali no filme a questão era no relacionamento entre o casal e as portas fechadas entre eles. Porém, é uma delícia a gente poder olhar para situações rotineiras e apesar das dificuldades a gente compreender que se tivermos boa vontade, há muito para ser feito. Pode ser no campo profissional, na saúde ou naquelas situações onde estamos vivendo uma temperatura morna. E, que por vezes, está durando tempo demais. Para mim o click aconteceu quando o psicólogo pergunta para Arnold:

– Isso é o melhor que podes fazer Arnold?

Putz, golaço de meio de campo.

Nem sempre a vida é fácil, ás vezes, as dificuldades que ela nos apresenta nos prendem tempo demais em situações sofridas, sem tentarmos uma jogada diferente. E assim ficamos longe das sensações que nos fazem nos sentir vivos.

Por isso a reflexão é tão certeira e profunda:

– Diante do que se apresenta, este é o melhor que consegues fazer?

Se você nocautear a preguiça, o orgulho, o medo e a energia bloqueada, o julgamento alheio e o próprio, tem certeza que não dá para fazer melhor?

Essa pergunta sempre me acompanha e são raras as vezes que realmente eu não poderia fazer melhor diante de algum desafio. Porque a gente sempre pode mais do acha que pode. Porque sempre podemos tentar um jeito diferente de olhar para o mesmo desafio. Porque é justamente para que a gente evolua, que certos desafios se fazem necessários. Porque a gente precisa lembrar que somos maiores do que nossos problemas.

Quando esta reflexão é feita com respeito, é difícil ficarmos “mornos” diante de tanta vida.

Fernanda Nunes Gonçalves

 

 

 

 

 

 

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