Sobre o filme O Expresso Polar e aquilo que precisamos ver para crer

Nesta época do ano o Natal toma conta dos nossos pensamentos ou boa parte deles. Pensamos na ceia, nos presentes, na reunião de muitos e na falta de outros. Ou em como fugir de tudo isso e deixar florescer o espírito natalino no mais profundo do nosso ser.

Neste clima, alguns filmes também chamam nossa atenção. Sou fã do ator Tom Hanks. Então, um dos filmes que ele fez com tema natalino, O Expresso Polar, não passou por mim despercebido. Mesmo sendo um filme de 2004, ainda é uma ótima pedida para assistir também com as crianças.

O filme oferece uma ótima reflexão sobre as coisas que deixamos de acreditar, através de um garoto que não acredita mais em Papai Noel. Muitas vezes até gostaríamos de manter a nossa capacidade de acreditar naquilo que nossos olhos não conseguem ver, mas damos um xeque mate na vida e não aliviamos. Primeiro queremos ver o milagre e depois pensaremos se este merece nosso crédito ou não. É neste julgamento que vamos perdendo um dos maiores milagres da vida: aquilo que acontece independente do nosso ego aprovar ou não, pois não existem para serem filtrados pela razão e sim pelo coração. Acontecem em um campo de amor, fé e conexão.

Assim como o menino do filme não acreditava em Papai Noel e, por isso, não ouvia o som dos guizos, assim acontece com a gente.

É preciso humildade diante também dos mistérios da vida.

É preciso conexão.

É preciso que, primeiro, a gente ofereça um espaço fértil para que os milagres floresçam.

Somos aprendizes, estamos aqui para aprender e evoluir, não estamos em posição de colocar regras em um mundo onde estamos, de um jeito ou de outro, destruindo.

Precisamos dar uma chance a nós mesmos. Permitir que o nosso estado de espírito sintonize-se com sentimentos mais elevados, independentemente das situações difíceis e desafiadoras que possamos viver.

Precisamos nos colocar em ordem. Primeiro plantamos e, depois, colhemos. Primeiro nos conectamos, depois presenciamos o milagre.

Que a gente solte a rigidez e dê espaço para a flexibilidade. Assim como menino do filme fez. Apesar de não acreditar e não ouvir o guizo, ele começou a viagem para o Polo Norte. Meio desconfiado, mas foi.

Que a gente se permita começar aquela viagem que vai nos levar de volta ao melhor que podemos ser. Em nós mesmos e também no mercado financeiro. O melhor setup é aquele que a gente opera estopando o que nos mantém desacreditados.

Que a nossa fé não seja infantil. Que não nos faça rezar e apenas esperar. Mas que a gente entre no trem da vida, cheios de fé, dispostos a abrir o coração e permitir que ele nos mostre se milagres existem ou não.

Fernanda Nunes Gonçalves

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