Recomeços no mercado financeiro

O caminho do trader tem várias possibilidades: há quem comece a operar e não pare mais. Há quem comece, pare e nunca mais volte e há aqueles que começam e, por inúmeros motivos param e, depois de um tempo decidem voltar a operar o mercado.

As palavras escritas aqui, neste texto, são um olhar um pouco mais demorado para aqueles que já desistiram uma ou inúmeras vezes, mas sempre acabam voltando. E cada volta encontra um trader, na maioria das vezes, mais maduro. Porque quando estamos vivos é mais ou menos isso que acontece, vamos abençoando pontos finais e liberando vírgulas. E cada recomeço é sinal que uma vírgula foi liberada, não no assunto que terminou, mas na vida. Ainda estamos em movimento, ainda estamos experimentando atrevimentos e flertando com o desconhecido. E assim muitos traders voltam para o mercado financeiro.

O grande desafio nesta etapa é poder identificar o que foi estopado dentro de si quando este mesmo trader saiu do mercado. Qual trade interno foi encerrado? Foi sofrido? Foi traumático, com perdas financeiras e afetivas, bem consideráveis? Ou foi um até breve, vou ver o que mais tem por aí…

A volta ao mercado depende um tanto desta percepção, pois se o trader traz consigo cicatrizes ainda vivas ele irá levar para o gráfico esta memória, este desconforto e, poderá virar um ponto cego no caminho à bons resultados. Saber ler sinais internos é tão importante quanto ler os sinais do gráfico e do mercado. No meu ponto de vista, são até mais importantes. Compreender se ainda existem intenções, objetivos que estão em aberto, à espera de um bom fechamento interno.

Não só no mercado, como também na vida,  é no mínimo interessante a gente poder perceber o que estamos de fato encerrando quando paramos uma atividade, quando saímos de um relacionamento e até mesmo de uma operação. E assim prestarmos mais atenção aos movimentos do ciclos em nossas vidas e também no mercado, percebendo e entregando-nos com alma leve e aprendizados em franca tendência de alta a cada recomeço como se estivéssemos começando do zero e fosse  tudo novo.

Pois de fato, é! O agora nunca existiu antes!

Fernanda Nunes Gonçalves

 

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