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July

E os pesadelos?

Sem entrar na lista dos porquês e de algumas teorias, percebi que não são somente os sonhos alheios que adotamos.

Os pesadelos também.

Arrisco dizer que nós entramos em pesadelos alheios com mais facilidade do que nos sonhos. Principalmente aqueles que pertencem à nossa teia familiar.

Quando percebemos, estamos vivendo no meio de um pesadelo de forma ativa. Contribuímos, dando energia para os roteiros que, mesmo ruins, nos prendem à sensação de uma história maior, que passa de geração para geração.

Entramos em um ringue, onde a luta já estava sendo aguardada. Aqui também entramos envolvidos pela razão, mas em nome de defender e proteger alguém que nem sempre pede nossa ajuda. Sentimos que precisamos tomar partido.

E a gente entra porque, lá, onde moram nossos escuros, julgamos aquela sombra como um chamado em nome de melhorar a família. Entramos em brigas, discussões e adotamos um conflito que não mandou convite.

Quando uma pessoa é excluída da família, porque não dançou conforme a música, todos tem que se posicionar à favor ou contra o alvo da vez.

Essa atitude só enfraquece o hoje, e também o amanhã. Enfraquece a alma. Convida doenças. Bloqueia prosperidade. Impede o bom fluxo da vida.

Ficamos cada vez mais presos, quando continuamos com um roteiro ruim que mais afasta as pessoas do que ajuda.

E esse roteiro também leva anos, ou fases, que poderíamos passar acordados e menos enrolados.

Vamos perpetuando mágoas, rompimentos, repetições e interrupções que, na verdade, estão a serviço do nosso ego e do nosso orgulho.

E ficar preso na teia do orgulho, esse sim, é um dos piores pesadelos.

Fernanda Nunes Gonçalves

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This entry was posted on Wednesday, July 26th, 2017 at 1:10 am and is filed under Vínculos. Follow the comments through the RSS 2.0 feed. You can post a comment, or leave a trackback.

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