13

August

Mesmo Sem Estar

É preciso prestar atenção às coisas que caem nas nossas mãos, independente do jeito que isso acontece. Sempre soube da existência do cantor Luan Santana, mas nunca reparei no seu trabalho. Ele estava aí mas, para mim, no fundo não estava.

Até que foi entregue ao meu olhar uma música cantada por ele e pela Sandy: Mesmo Sem Estar. Ele não me falou nada, mas tenho quase certeza que a música não foi dedicada aos pais. Fala de um outro tipo de amor, o amor romântico. Mas no momento em que ouvi a música, lembrei do meu pai. A partir daquele momento aquela musica passou a falar no meu coração. Não a letra toda, mas sobre a mensagem de ter alguém que amamos muito sempre com a gente, mesmo que essa pessoa já não esteja mais. Pelo menos fisicamente. 

E a música entrega:

… eu tô aí …

Mesmo sem estar …

E eu sei disso.  Ele está em mim, em cada passo dado até aqui, em que ele me trouxe.

Ele está nos meus filhos, na genética que me foi passada e que passei para eles.

Nas dificuldades. Desde aquelas situações em que não sei o que fazer e que imagino o que ele me diria até momentos difíceis que eu vivi e que pedi a proteção dele de onde ele estivesse.

Ele está na saudade até das brigas, ele era o meu preferido 🙂 .

Ás vezes encontro ele nos meus sonhos.

E ele também está na carência de um abraço dele…só dele.

E quando olho para todos os sinais de que ele está aqui, mesmo sem estar, me lembro de aprender a olhar melhor para àquilo que vivo. Olhar melhor para aquilo que está aqui, mas que tiro a atenção porque olho com olhos físicos.  

Percebo que, as vezes, o que precisamos é ampliar nosso sentir. Olhar com olhos da alma e do amor. Há aqueles pais que estão presentes, mas não estão aí e, por outro lado, há aqueles que não estão, mas estão. E a benção é completa e profunda quando o pai está aí… estando. 

Ás vezes é o desencontro que dói, e nem sempre a ausência. As vezes é o timing com que o amor se movimentou entre pai e filho, impedindo que seja sentido e aproveitado ao máximo.  

De qualquer forma, que a gente se abra para os sinais de que temos muito mais do que estamos percebendo. Que a falta que sentimos seja, na verdade, uma oportunidade de tocar naquilo que sentimos e que não tínhamos percebido até então.

 

 

 

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This entry was posted on Sunday, August 13th, 2017 at 8:38 pm and is filed under Vínculos. Follow the comments through the RSS 2.0 feed. You can post a comment, or leave a trackback.

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