Nem vou tentar enumerar todas as mudanças e transformações em andamento durante esta pandemia. Seria missão impossível.
Mas uma coisa ficou escancarada: a dança dos opostos nesse mar de  (in) certezas e (re) adaptações.

Pessoas adoecendo de um lado e pessoas aprendendo a se curar do outro.

Pessoas enriquecendo de um lado e pessoas sendo pegas de surpresa com a rasteira desta economia perversa, perdendo seu ganha pão.

Pessoas que entenderam que a compaixão é o único remédio para o COVID, o novo COVID e todos os males mundanos e do outro lado pessoas que já estão com a listinha de odiados na mão, afinal não deve ser fácil sufocar a própria agressividade…vai que engasga.

Independente  das diferenças e dos motivos de cada um, há um denominador comum: cada um enxerga com os olhos físicos aquilo que primeiro fez morada na alma. 

E é por isso  que para falar sobre investimentos nessa pandemia primeiro a gente vê se o sujeito tá armado. Sinal verde e então podemos conversar.

Porque nessa dança dos opostos, para algumas pessoas o que não muda é o jeito de olhar para as coisas. Tem pessoas que decidiram o seu infeliz para sempre agarrando-se a um jeito só de olhar o que nos cerca.

E esse é um dos maiores desafios nesta loucura toda: nos permitirmos a ampliar o nosso olhar para aquilo que está acontecendo. Nos permitir nos calmar e ver se eu estou olhando por todos os ângulos possíveis. 

Para uns o desemprego é uma desgraça enquanto para outros, apesar de assustar, é uma grande oportunidade de superação, de recomeço e de reinvenção.

Para uns falar sobre finanças é um deboche, o cara não tem pão em casa e tu vai falar de investimentos?  Enquanto outros já entenderam que toda hora é hora para aprender sobre investimentos, entenderam que quando a oportunidade surgir eles já terão que estar prontos , caso queiram aproveitá-la. Entenderam que leva tempo e por isso devem aproveitar para começar a aprender, entenderam que o mais certeiro investimento de todos é investir em si mesmo. Não começamos pelo dinheiro, mas sim pelo nosso campo de energia, e para isso os pilas que tu tens no bolso não farão muita diferença, basta ter miolo.

Crises sempre existirão, mas as maiores e mais desafiadoras crises são as internas.

Que a gente se permita ampliar o nosso olhar , regar nossa humanidade para aprendermos a investir em nós mesmos e no outro, para que a gente coloque nosso dinheiro a serviço da nossa evolução e não seja um daqueles que precisou vender a alma.

Fernanda Nunes Gonçalves 

 

 

 

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